Manquitolando vou nos verdes campos,
e a inspiração margeia esse poema
que d’alma vem nascendo sem algema,
iluminando igual mil pirilampos...
Olhando e andarilhando vou versando,
rabiscando na folha algumas letras,
e deixando voar as mais penetras
que nesse poema vão se acomodando...
E num ar misterioso deixo a verve
brincar de fantasia essa utopia
que traz essa verdade que me serve...
E a poesia de um poeta manco nasce,
carregada de incógnita vazia,
voando no universo onde o sol renasce...

